De acordo com a Psicóloga Rosaneli Fernandez, nesta abordagem parte-se do pressuposto que o ser humano é uma totalidade. Diferente da Psicanálise de Freud, temos como pressuposto que o inconsciente é composto por aspectos pessoais e coletivos e por meio do confronto entre consciente e inconsciente se dá o amadurecimento. Para que isso aconteça, é preciso um ego (cliente) disposto a aprofundar e se entregar ao processo.

São utilizadas técnicas como interpretação dos sonhos, pintura e imaginação ativa. Basicamente o cliente deve estar disposto a utilizar estas técnicas e ter capacidade de simbolização. A participação do cliente é ativa e portanto não deve esperar "conselhos" do psicólogo. 

É uma abordagem profunda, portanto não imediata, embora resultados rápidos possam acontecer. De forma geral, o que o cliente precisa é estar disposto a se conhecer em um nível além das aparências.

A Psicóloga Márcia Lorio, também utiliza essa linha. "Eu utilizo na minha prática análise de sonhos, uso desenho, dramatização e outros recursos expressivos, além do discurso verbal. Nunca ninguém se opôs a essa metodologia embora alguns se sintam mais à vontade com um ou com outro."

A Psicologia Junguiana também não foca na patologia do cliente. Trazendo rótulos para sua condição. Procura entender o sentido da queixa como um pedido de ajuda, algo que quer se transformar.

Por isso minha postura é de aceitação completa de tudo que o paciente traz, por mais estranho que pareça. Essa aceitação do outro faz com que ele tenha vontade de voltar e encarar um trabalho. 

A linha Analítica surgiu com a Psicanálise Freudiana, o principal autor desta linha é Jung. Tem alguma semelhança com a psicanálise, pelo fato de Jung ter sido discípulo de Freud, porém a linha analítica surgiu quando Jung passou a trazer para a psicanálise algumas questões ligadas ao seu conhecimento de alquimia e religião, que mudava um pouco a visão de inconsciente trazida por Freud. Portanto, na teoria analítica, fala-se muito em inconsciente coletivo, sombra e sincronicidade. Pode ser confundida com algo mais místico, embora não seja.

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