A Terapia Cognitivo-Comportamental se baseia na formulação de um contínuo desenvolvimento do paciente e de seus problemas em termos cognitivos. Desde o início identifica-se o pensamento atual do paciente e seus comportamentos disfuncionais. 

Requer uma aliança terapêutica segura: cordialidade, empatia, atenção, respeito genuíno e competência. A aliança entre o paciente/cliente e o psicólogo (terapeuta) se dá de forma colaborativa. A abordagem enfatiza a colaboração e participação ativa, ou seja, há um trabalho em equipe: Terapeuta + Paciente.

Orientada em meta e focalizada em problemas = enumerar problemas e estabelecer metas específicas. Enfatiza o presente, ou seja, inicialmente enfatiza o presente (os problemas do aqui e agora). O tratamento da maioria dos pacientes envolve um forte foco sobre problemas atuais e sobre situações específicas que são aflitivas para o paciente. Vale ressaltar, que o passado tem a função de entender as origens das ideias disfuncionais e como afetam o paciente HOJE.

De acordo com a Psicóloga Wiwi Parra, a TCC  é educativa, visa ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta e enfatiza a prevenção de recaída. Esta abordagem ensina a estabelecer metas, identificar e avaliar pensamentos/crenças e assim, mudar comportamentos. Por fim utiliza-se de várias técnicas para mudar pensamento, humor e comportamento. 

Em resumo, o objetivo da Terapia Cognitiva-Comportamental é nos mostrar que o que tem influência sobre nós não está diretamente relacionado aos acontecimentos e situações diárias, mas sim a forma que interpretamos cada uma dessas situações.

A Psicóloga Angela Fabbri afirma que ao iniciar o trabalho - logo depois do paciente contar o que o traz ao consultório - já apresenta o tipo de referencial técnico que vai utilizar. "Explico que vamos analisar suas queixas de forma a:

  • Observar a situação em que elas ocorrem ou que as ocasionam; 
  • Perceber os sentimentos e emoções que estão associadas à essa situação; 
  • Identificar os pensamentos automáticos e disfuncionais que surgem durante a situação.

O objetivo dessa análise é o entendimento desses pensamentos e do tipo de crenças pessoais estão ativadas gerando sofrimento. O caminho para o tratamento será o paciente se apropriar desse processo e mais tarde, através do aprendizado na terapia, por si só conseguir modificar seus padrões de pensamentos para que se mantenha bem.

O paciente percebe que após explicitar suas queixas, vamos construir um plano de ação, com metas a alcançar (ex: fobia de metrô - a meta é conseguir andar de metrô sem sentir muita ansiedade). Ou seja, o paciente participa pontuando aonde quer chegar, qual o seu estado desejado. A partir daí, a construção da intervenção será "desenhada".

O vínculo entre paciente e terapeuta tem que ser seguro e colaborativo, para que o trabalho transcorra de forma positiva e eficaz. Na TCC é comum que o terapeuta oriente "lições de casa", que são atividades direcionadas a se observar determinados pontos em que o paciente precisa trabalhar e que serão discutidos na próxima sessão. Sem a colaboração do paciente, essas atividades não acontecem, e o andamento da terapia fica mais lento. 

O foco maior da terapia é o sofrimento presente, os problemas atuais, mas sempre conhecendo a história do paciente em vários aspectos, identificando e entendendo as origens de seus pensamentos disfuncionais, de suas crenças, suas relações, sua saúde e constituição biológica, sua personalidade e seus interesses, e como todo esse conjunto afeta o paciente hoje. 

A TCC possui um forte elemento educativo, onde se propõe que o paciente vá conhecendo suas dificuldades, seus transtornos, de forma a identificar posteriormente padrões semelhantes e ser capaz de evitar recaídas."

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