Esta é uma linha mais filosófica, um dos principais autores da linha humanista é o Carl Rogers, que denomina seu trabalho de teoria centrada na pessoa. Nesta teoria, não há um técnica específica, há apenas alguns fatores que precisam ser respeitados. Aqui, o importante é proporcionar um terreno fértil, para que o paciente possa desenvolver o seu melhor. Cabe ao profissional, escutar com empatia, ser congruente, ou seja, ter condições de devolver ao paciente aquilo que é percebido durante as sessões, e proporcionar um ambiente seguro para que este possa desenvolver-se. Ainda dentro da linha Humanista, há uma outra abordagem, denominada fenomenológica, também de cunho mais filosófico.

Psicanálise

A principal descoberta da Psicanalise é o inconsciente. Seu principal ícone é Freud, conhecido como o pai da Psicanálise. Existem outras escolas como Winnicott, Lacan, Melanie Klein.

Na psicanálise descobrimos que há algo em nosso aparelho psíquico que não dominamos, que desconhecemos, mas que de alguma forma "controla" nossas ações. Quando a pessoa chega para análise, geralmente ela vem trazida por um desconforto, um sintoma, porém, o papel do analista é ouvir nas entrelinhas, ou seja, ouvir o que não está sendo dito, o que está por trás de determinado sintoma. 

Segundo a Psicóloga Ana Paula Dias da Silva, entende-se que o aparelho psíquico, quando "saudável", utiliza de um mecanismo de defesa chamado "recalque", que envia para nosso inconsciente, tudo aquilo que não temos condições de lidar conscientemente, porém, todo material recalcado esconde um desejo, desejo este, insuportável para o individuo. Desta forma, este material "desejo" é recalcado e substituído por um sintoma, que  se incumbe de realizar aquele desejo, porém de forma suportável para o individuo. Entendemos que tornar o inconsciente, consciente, é o primeiro passo para tratar o sintoma. Desta forma, Psicanálise e Behaviorismo são duas teorias que não se conversam, pois uma nega a outra, para a psicanálise, tratar comportamento é paliativo, não resolve o problema, apenas muda ele de lugar. Você trata o sintoma, e ele vai aparecer em outro formato, na formação de um novo sintoma.

Outro fator importante é o desejo de ter algo melhorado. Segundo a Psicóloga Bárbara Adele, o paciente que vem porque a mãe, a tia, o padre, o médico ou qualquer outra pessoa mandou, dificilmente fica em análise. "Se o sofrimento, a dúvida, a angústia não for um incômodo para a própria pessoa, ela não vai querer entrar num processo terapêutico em que ela vai ter que repensar e desconstruir muitas "certezas" da vida dele. Esse é o primeiro ponto e o mais importante", afirma a psicóloga. 

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